Destaque do mês de setembro de 2026

Confira os detalhes da seleção de setembro de 2026


O café: 

O café que apresentamos para você é da variedade Catuaí Amarelo 62, método de processamento cereja descascado, safra 2025/2026, do produtor Sérgio Cotrim D'Alessandro . Possui aroma frutado, mel, caramelo e rapadura, sabor de caramelo, chocolate ao leite, rapadura e frutas amarelas, corpo aveludado, acidez cítrica e finalização doce e persistente. Pontuação final com base em laudo emitido por um licensed Q-Grader: 85,75 pontos.



Fazenda: Cotrim e D'Alessandro
Município: Manhumirim- MG
Altitude: 1.000 metros


O produtor: 

Sérgio Cotrim D’Alessandro carrega uma história que começa muito antes dele. Em 1949, seu pai, Mário D’Alessandro, deixou Gênova, na Itália, rumo ao Brasil, trazendo na bagagem o sonho de construir uma vida nova. Instalado em Manhuaçu, nas Matas de Minas, Mário se apaixonou pelas trilhas da Serra do Caparaó e pelo cultivo do café, levando mudas de bicicleta até a propriedade da Limeira. Seu sonho foi interrompido por um acidente de trabalho, mas a missão de seguir adiante ficou com seu filho Sérgio, que assumiu o caminho com dedicação silenciosa e profundo respeito pela terra.

De voz baixa e olhar atento, Sérgio é um apaixonado pelo trabalho manual e pela diversidade de sabores do café das Matas de Minas. Com o tempo, triplicou a produção iniciada pelo pai e sempre compartilhou seus conhecimentos com outros produtores da região, fortalecendo a qualidade coletiva do território. Hoje, é comum vê-lo caminhando entre os cafezais, tocando e sentindo os grãos, vivendo com orgulho a realização do sonho de Mário. Ao mesmo tempo, Sérgio começa a preparar a nova geração da família para assumir responsabilidades e dar continuidade a esse caminho, garantindo que o café — agora viajando pelo mundo, muitas vezes de volta à Europa — siga levando adiante a história e o legado dos D’Alessandro.


A região:

A região das Matas de Minas é uma origem produtora de cafés especiais, composta por 64 municípios, situada em uma área da Mata Atlântica, no leste do Estado de Minas Gerais. A produção é naturalmente sustentável, marcada pela predominância da agricultura familiar, pelo impacto econômico e social direto e indireto e integração natural entre o homem e a mata, fatores culturais presentes na cafeicultura da região. É uma região pioneira na qualidade artesanal, o trabalho manual e técnicas desenvolvidas pelos produtores da região para se produzir alta qualidade. O resultado desse trabalho é uma diversidade de nuances e sabores diferenciados, presentes nos cafés da região, que hoje se destacam nas principais premiações nacionais e internacionais. A região conta atualmente com 275 mil hectares de produção, 36 mil produtores, gera aproximadamente 75 mil empregos diretos e 156 mil empregos indiretos.


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